ANÁLISE ECONÔMICA DE CULTIVO DE EUCALIPTO PARA PRODUÇÃO DE CARVÃO - Ietec

ANÁLISE ECONÔMICA DE CULTIVO DE EUCALIPTO PARA PRODUÇÃO DE CARVÃO

Mestre
Reynaldo Afonso Esteves

Os produtores rurais são motivados a buscarem novos meios de investimentos que possam melhorar suas receitas em suas propriedades. O investimento em plantações de reflorestamento envolve fatores que influenciam diretamente os mercados regionais, nacionais, internacionais, subsídios governamentais, dentre outros. Mas, para ter sucesso com a atividade florestal, estudos de viabilidade econômica e planejamento, ambiental e social, são necessários porque é um investimento de médio a longo prazo. Assim, foi analisada a viabilidade econômica de um sistema de plantações de florestas de eucalipto. Realizou-se uma análise comparativa de investimento em dois modelos de produção diferentes na região centro oeste de Minas Gerais, um considerando a compra da terra e o outro considerando o arrendamento da terra para o plantio da floresta. Por meio de uma pesquisa exploratória, a espécie mais utilizada na região foi identificada, em função do clima, do mercado e da produção média. Os custos de produção durante um ciclo de produção de 21 anos com cortes a cada 7 anos, preços de compra e arrendamento de terras, preços de produtos, mercados consumidores, dentre outros, foram obtidos. Utilizando o programa computacional SisEucalipto, desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Florestas, o crescimento da floresta de eucalipto foi simulado, para identificar a produtividade da plantação em estudo. Outro programa computacional, o Planin, também desenvolvido na Embrapa Florestas, foi utilizado para gerar planilhas de análise de custos e rentabilidade da floresta de eucalipto. O Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA), a taxa interna de retorno (TIR) e a relação benefício/custo (B/C) foram considerados como critérios de avaliação. A taxa mínima de atratividade considerada foi de 6% ao ano. Os produtos analisados, para ser entregues em unidades consumidoras, eram a venda da madeira das árvores antes de serem cortadas e o carvão. Concluiu-se que o investimento em reflorestamento, como fonte de biomassa para energia, só é viável economicamente na condição de arrendamento da terra para implantação do projeto e somente para a produção de carvão, sendo inviável economicamente no cenário de compra da terra para reflorestamento apenas para a venda de madeira.

Data: 23/03/2018

Banca avaliadora:

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