Na fase de planejamento as informações e os dados são processados e organizados para formar um macro planejamento o qual fornece a dimensão da parada. É nessa fase que tem de ser iniciado o planejamento de SMS e o detalhamento das manobras operacionais, buscando o reconhecimento dos riscos, a análise e a identificação das medidas de controle para os riscos evidenciados, bem como os planos de contingências para o evento.
A evolução do macro planejamento para o micro detalhado permite a consolidação dos diversos planejamentos. São confirmados os prazos e os custos previstos e iniciada a contratação para execução dos diversos serviços, bem como das atividades meio que darão suporte a execução da parada, tais como os serviços de infra-estrutura.
A fase de execução da pré-parada pode ser vista como aquela onde é feita: a verificação final das ações previstas no planejamento de parada; criar meios para execução dos serviços, que estão previstos para a parada; a execução dos serviços previstos para essa fase; a consolidação e validação dos procedimentos operacionais; o início dos treinamentos do pessoal próprio e das contratadas e também ocorre o diligenciamento dos materiais.
A fase denominada parada pode ser entendida como a realização do evento em toda a sua plenitude. Requer um grande envolvimento de toda a equipe, para que os objetivos traçados e o resultado desejado sejam alcançados. Portanto necessita de acompanhamento constante, o que permite o redirecionamento de ações ou redimensionamento dos recursos, caso seja necessário. Além de uma parceria muito estreita entre os segmentos de operação, manutenção e engenharia, que tem de ser comprometidos, para que os valores de SMS, prazos, custos e a qualidade desejada dos serviços sejam alcançados, o que permitirá o retorno do processo produtivo.
A fase denominada pós-parada é aquela que ocorre após as fases de condicionamento e partida e consequentemente do retorno produtivo.
4. Resultados e Discussão
De acordo com dados de paradas de manutenção no ano de 2010 temos a seguinte tabela, onde podemos ver a evolução dos resultados entre o 1º semestre e o 2º semestre, devido ao planejamento bem elaborado envolvendo todas as equipes envolvidas desde o planejamento, execução até o encerramento.
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2010 |
Paradas entregues no prazo |
Paradas entregues fora do prazo |
Hh aproximado por parada (previsto) |
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1º semestre |
76% |
24% |
18500 |
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2º semestre |
95% |
5% |
18500 |
Com este dados podemos concluir que o custo da parada também diminuiu, pois com as atividades terminando no prazo certo não foi necessário gastar mais Hh, ficando assim dentro do orçamento.
5. Conclusões
O segmento siderúrgico apresenta algumas particularidades, tendo em vista os altos riscos tecnológicos, a complexidade, a severidade e o dinamismo dos diversos processos que compõem esse ramo industrial. Isto induz a necessidade do estreitamento das atividades produtivas aos valores de SMS. Conforme preconizam Theobald e Lima (2006) esse segmento, cada vez mais é impulsionado ao atendimento do mercado consumidor e à observância das exigências legais e ambientais da sociedade, tendo por base a adoção de uma estratégia empresarial, que visa sustentabilidade do negócio, pela formação de uma forte liga, que visa: o atendimento desse mercado; a manutenção do desempenho financeiro; a redução do risco de acidentes e impactos ao meio ambiente, permitindo desse modo a preservação dos ativos tangíveis e dos intangíveis, como é o caso da imagem da empresa.
Nesse contexto, operacionalização do planejamento da infra-estrutura, suporte operacional ou atividades de logística, que foi utilizado na parada de manutenção revelou que é um fator crítico de sucesso, a sua inobservância pode gerar sérios riscos para o desenvolvimento do evento, podendo até comprometer os pilares que foram estabelecidos para realização da referida parada de manutenção.
Igualmente a implementação do referido planejamento, dentro do cronograma previsto, tende a propiciar um clima organizacional favorável para a realização do evento, pois conforme preceitua Theobald e Lima (2006) a “implementação de ações que visam à melhoria do rendimento humano tem sido considerada fundamental para o desempenho das organizações que buscam a excelência, como forma de obtenção da sustentabilidade dos negócios”.
6. Bibliografia
PINTO, Alan Kardec; LAFRAIA, João Ricardo Barusso. Gestão estratégica e confiabilidade.
Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.
THEOBALD, R.; Lima, G. B. A. A excelência em gestão de SMS: uma abordagem orientada para os fatores humanos. Revista Eletrônica Sistemas & Gestão, Niterói, RJ, v. 2, n.1, p.50-64, 2006