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Protagonismo e liderança feminina na carreira

 

Conhecimento, habilidade e atitude são imprescindíveis na vida profissional, porém o motor para essa construção reside na subjetividade de cada pessoa que necessita definir seu propósito de vida e o legado intelectual, emocional, financeiro, humano e material, que deseja construir. Legado? Você já pensou sobre isso?

Qual legado a mulher contemporânea tem ajudado a construir?

O conceito do CHA é conhecido por todos, pois adquirir conhecimentos, desenvolver habilidade e ter a atitude correta quanto ao uso do conhecimento adquirido torna-se fundamental para performance  no ambiente profissional e na vida. Porém, cabe acrescentar dois componentes essenciais a essa fórmula de desenvolvimento de pessoas, sendo o primeiro o Comportamento e o segundo o ambiente.

O comportamento é uma variável complexa, pois a natureza do trabalho exige um tipo de comportamento específico para o exercício da atividade  e a pessoa necessita possuí-lo. Por sua vez o ambiente / cultura organizacional / cultura social, conduz a execução das tarefas de forma a coibir ou permitir a manifestação de tais comportamentos.

Sabe-se que a cultura latina, tradicionalmente, pede um comportamento doce e submisso da mulher em casa, porém, com uma nova ordem mundial, a globalização da economia, que diluiu as fronteiras, ultrapassando diferentes línguas, costumes e criando um mundo inteiramente novo e diferente, onde o capitalismo avançou fortemente e a participação feminina no mundo do trabalho pede uma revisão entre o mundo público ( reservado aos homens) e o privado (lugar das mulheres).

Elas passaram a complementar a renda familiar, a solicitar uma redefinição de papéis masculino e feminino, tanto quanto a buscar satisfação profissional. Esses fatores contribuíram para o crescimento da participação da mulher no mundo do trabalho.

É nessa encruzilhada que a questão do gênero pode se tornar um problema para a mulher, pois quais seriam as competências necessárias para atuar na cultura da empresa na qual se está inserida ou influenciar sua transformação? Quais estratégias a pessoa possui para se posicionar profissionalmente e socialmente?

Sabe-se que o alinhamento entre perfil pessoal, valores, objetivos de carreira, recursos e parcerias chaves sempre foram ingredientes fundamentais para a visibilidade e resultados na carreira. Porém, o problema quanto à autogestão da carreira se inicia desde a escolha da área de saber a ser estudada, pois a autonomia muitas vezes não faz parte do cotidiano da mulher, que muitas vezes necessita abandonar suas carreiras devido ao comprometimento com a família e questões pessoais, mas segue desejosa em participar dos desafios e responsabilidades nas esferas públicas e empresariais.

Perguntas fundamentais necessitam ser respondidas pelas mulheres, visando resgatar seu posicionamento no mercado de trabalho e na sociedade contemporânea, ou seja, no trabalho, na vida e na política: Qual carreira desejo seguir? Quais conhecimentos necessito ou quero buscar? Quais habilidades são imprescindíveis e merecem ser focadas agora? Para aplicar em que? Quais comportamentos são necessários às atividades que penso desempenhar? Que natureza de atividades e em qual área eu teria prazer em  trabalhar? Isso poderia impulsionar o desenvolvimento, de forma articulada, de competências que contribuam para minha formação?

O CHA necessita ser integrado ás diversas dimensões subjetivas do caráter multidimensional do homem e compor o perfil de competências profissionais: a dimensão cognitiva com os conhecimentos, a dimensão comportamental pela conexão dos valores e habilidades, que efetivarão os resultados concretos no cotidiano.

O conhecimento técnico, que exige boa dose de comportamental e de atitude, tem impulsionado o acesso das mulheres à educação. A busca por desenvolver um novo perfil de competência profissional e gerencial, visando adaptar-se a esse novo cenário laboral e transpor culturas organizacionais, que muitas vezes exige a adoção de comportamentos mais duros, agressivo e autoritário, é emergencial e é um tema que necessita ser debatido em todas as esferas.

Não se trata de maior capacidade de um gênero em relação ao outro, mas o que um grupo mais diversificado pode fazer para melhoria da tomada de decisão e desempenho corporativo.

É necessário que o hábito de ir além seja uma constante.