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Novas tendências de mercado no Seminário de GP

Seminário que ocorre nos dias 16 e 17 de julho é oportunidade única, no qual  profissionais de GP de todo o Brasil poderão trocar experiências e adquirir novos conhecimentos

 

A Gestão de Projetos é uma das áreas que mais ganha importância no mercado profissional. Em uma pesquisa desenvolvida pelo Project Management Institute (PMI) – que analisa a área de Gestão de Projetos, incluindo a visão dos altos executivos de várias organizações sobre o setor – constatou que 92% dizem que utilizar GPs profissionais é um modo efetivo de garantir sucesso dos projetos. Mas a área sofre constantemente influências de novas tendências, assim, é preciso sempre acompanhar essas mudanças. Atendendo a essa necessidade, que o Instituto de Educação Tecnológica (IETEC) irá realizar no mês de julho (dias 16 e 17), no Hotel Mercure Lourdes (Avenida do Contorno, 7315 – Belo Horizonte, MG), o 16º Seminário de Gestão de Projetos, que irá abordar o tema “Tendências em Gestão de Projetos: Pessoas, Tecnologias e Métodos”, uma oportunidade única para profissionais de GP trocarem experiências e adquirir novos conhecimentos.

Segundo Ronaldo Gusmão, presidente do IETEC, trata-se de uma oportunidade para que os profissionais ligados à área de gestão se atualizem, além de realizar networking com alguns dos principais especialistas da área. “O Brasil está vivendo um boom de diversos projetos, principalmente ligados à realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas e vemos que alguns dos maiores problemas para a conclusão diz respeito ao não-cumprimento dos prazos. De nada adianta um estádio ficar pronto dois dias depois da realização de um jogo, por exemplo”, analisa.

Ivo Michalick, ex-presidente do PMI Minas Gerais e coordenador da área Gestão de Projetos do IETEC, afirma que o conceito de Gestão de Projetos consiste na integração de pessoas e recursos materiais, no planejamento e execução das atividades necessárias à geração de novos produtos, serviços ou resultados relevantes para as organizações. “Costumo dizer que a rotina/operação paga as contas de hoje, enquanto os novos projetos irão pagar as contas do ano quem vem”, comenta.

Segundo Michalick, se engana quem pensa que somente administradores podem atuar na área. O professor conta que há cerca de cinco anos, a maioria dos gestores eram oriundos da área da Tecnologia da Informação (TI). Posteriormente, houve grande interesse de profissionais do setor da engenharia e construção em inserir nesse mercado e, hoje, a procura é diversificada.

Mas para o professor do Instituto, mais importante do que a origem dos profissionais, são os conhecimentos adquiridos na especialização e a sua aplicação no setor em que atuam. Michalick explica que um bom gestor apresenta habilidades técnicas (hard skills) e habilidades comportamentais (soft skills). “No primeiro grupo temos habilidades como capacidade de organização do trabalho de equipes, elaboração e acompanhamento de planos de trabalho, gerenciamento de riscos, elaboração de orçamentos, garantia e controle da qualidade, dentre outras. Já no segundo grupo temos habilidades como liderança, negociação, comunicação, resolução de conflitos, inteligência emocional e motivação, dentre outras”, diz.

Essas habilidades são o primeiro passo para que o profissional possa gerir de maneira satisfatória os projetos.

O engenheiro Delmer Cesário concorda. Formado em Engenharia Mecânica pelo CEFET e gerente de Engenharia de Produto e Processos da COMAU (empresa do Grupo Fiat especializada em automação industrial), ele aplica diariamente os conhecimentos adquiridos dentro da COMAU e seus projetos já geraram reconhecimento por todo o mundo. Cesário conta que em 2009, desenvolveu o projeto “Linhas de Montagem dos Motores FIRE para a FIAT Automóveis”, conseguindo o terceiro lugar no Prêmio Projeto do Ano, realizado pela Revista Mundo, uma das mais respeitadas publicações em Gestão de Projetos no Brasil. Segundo ele, após a premiação, várias empresas tomaram conhecimento de que a COMAU possuía um diferencial que merecia ser explorado. “Conseguimos o reconhecimento até mesmo na Itália, nossa “Casa Madre”, que rendeu frutos positivos, pois o mundo percebia que aqui no Brasil nossos resultados estavam sendo reconhecidos”, revela.

Os resultados foram ilimitados. Cesário explica que no ano posterior, ele foi convidado a disseminar as práticas da administração de projetos em outras unidades da COMAU. “Com tanta responsabilidade assim tivemos o desafio de estruturarmos um projeto para definição de uma “Metodologia de Gestão”, que culminou sendo reconhecida como o segundo Melhor Projeto do Ano de 2012 pela mesma revista Mundo PM. Com isso a disseminação das práticas de Gestão de Projetos é presente em toda a América Latina, nas áreas de atuação da COMAU LATAM”, destaca.

 

Brasil vivencia fase de grandes projetos

Os eventos esportivos dos próximos anos deram abertura para o surgimento de grandes projetos que atingem diversos setores, como da hotelaria, transporte e logística. De acordo com Michalick, grandes planejamentos representam também grandes desafios, e nessas circunstâncias, a ausência de profissionais capacitados no mercado, pode comprometer o sistema. “Temos bons gestores em termos qualitativos, mas a quantidade ainda deixa a desejar. Nesse ponto a área de GP também sofre com o chamado “apagão de mão de obra” existente em vários setores da economia brasileira”, esclarece.

Ivo ainda alerta que deve existir uma preocupação por parte das companhias que estão desenvolvendo esses novos projetos, para que procurem gerenciá-los seguindo sempre as bases do Project Management Institute (PMI).

Além disso, o especialista alerta que se forem mal gerenciados, esses projetos poderão terminar em inúmeros prejuízos. “Os projetos podem dar errado, gerando aumento de custos e múltiplos atrasos, impactando diretamente as metas estratégicas da organização. Em alguns casos as falhas, ao se acumularem, podem até colocar em risco a existência da companhia”, conclui.