Seminário Nacional Gestão de Energia - Gasmig já fechou contratos de R$ 370 milhões
Empresa se beneficia da demanda de grandes clientes

Durval Guimarães de Belo Horizonte

A Gasmig, empresa controlada pela Petrobrás e Cemig que está construindo o ramal do gasoduto que abastecerá o Vale do Aço (MG), já assinou contratos de fornecimento no valor de R$ 370 milhões por seis anos. As obras foram iniciadas há menos de duas semanas e está garantindo o fornecimento de 11 milhões de metros cúbicos mensais e outros 36 milhões estão sendo negociados. Décio Guimarães de Abreu, gerente de novos negócios da empresa, revela que foram assinados contratos com a Ferteco, pertencente à Cia. Vale do Rio Doce, siderúrgica Açominas e Novelis (ex-Alcan). No prazo máximo de 24 meses, de acordo com Abreu, o gasoduto, de 300 quilômetros de extensão, chegará a Joâo Monlevade e Timóteo, onde ficam, respectivamente, a Cia. Belgo Mineira e a Acesita, as duas do grupo Arcelor com as quais está sendo negociado o fornecimento conjunto de 15 milhões de metros cúbicos mensais. Outros 15 milhões deverão ir para a Usiminas e mais 6 milhões para a Cenibra.
O primeiro trecho de 52 km do ramal está sendo construído pela Consultora Andrade Gutierrez, com investimentos de R$ 40 milhões, saindo de Congonhas até Ouro Preto. Quando chegar a Ipatinga, no Vale do Aço, terá ampliado a capacidade de fornecimento para 2,4 milhões de metros cúbicos diários, que atualmente é de 1,5 milhão, atendendo basicamente ao parque industrial da região metropolitana de Belo Horizonte, mais postos de gasolina.
A empresa também mantém contratos para abastecer duas termoelétricas, mas o gás nem sempre é utilizado.
De acordo com Décio Guimarães Abreu, a Gasmig não está encontrando nenhuma dificuldade para a venda do gás, já que o combustível proporciona às empresas economia de cerca de 20% em comparação com o óleo diesel.

Gasoduto de 300 km atenderá empresas como a Vale, Belgo, Novelis, Usiminas e Acesita

Antes de completar duas semanas de obras, na construção do gasoduto com 300 quilômetros de extensão, em direção ao Vale do Aço, a Gasmig revelou que já tem contratos no valor de RS 370 milhões para o fornecimento de 11 milhões de metros cúbicos mensais de gás, nesse trecho, durante seis anos. Os documentos foram assinados com a mineradora Ferteco, que pertence à Cia Vale do Rio Doce (cinco milhões de metros cúbicos mensais) e com a siderúrgica Açominas (um milhão) que receberão o combustível já a partir de agosto e o restante com a siderúrgica Novelis do Brasil (ex-Alcan), que será atendida em setembro do próximo ano.
As informações foram prestadas pelo gerente de novos negócios da companhia, Décio Guimarães de Abreu, em semináno sobre Gestão de Energia e Competitividade, realizado na capital mineira. Abreu revelou ainda que no prazo máximo de 24 meses o gasoduto alcançará João Monlevade e Timóteo. Nessas cidades estão localizadas, respectivamente, uma usina da Cia. Belgo Mineira e a usina da Acesita, ambas pertencentes ao grupo Arcelor e com quem negocia o fornecimento conjunto de 15 milhões de metros cúbicos mensais.
O gasoduto passará também diante da planta da siderúrgica usiminas, com a expectativa de fornecimento de outros 15 milhões de metros cúbicos mensais e encerrará seu percurso diante dos portões da fábrica de celulose da Cenibra, onde a Gasmig espera entregar seis milhões de metros cúbicos mensais. A empresa não revela os valores das negociações em andamento, mas a referência para o início das negociações, segundo deixou escapar é de cinquenta centavos por metro cúbico.
Atualmente, a Gasmig fornece 1,5 milhão de metros diários ao longo do seu único gasoduto que chega da bacia de Campos pelo município de Juiz de Fora, passa por Congonhas, alcança Belo Horizonte e prossegue até Sete Lagoas, numa extensão de aproximadamente 500 quilômetros.
Agora, em Congonhas está sendo aberto o ramal para o Vale do Aço que, numa primeira fase terá 52 quilômetros e alcançará Ouro Preto, onde esta instalada a Novelis do Brasil. O trecho está a cargo da Construtora Andrade Gutierrez e demandará investimentos de RS 40 milhões. Ainda não foram divulgadas as licitações para o restante do caminho que, quando chegar a Ipatinga, oferecerá a Gasmig uma capacidade adicional de produção de 2,4 milhões de metros cúbicos diários.
Além dos atuais 1,5 milhão de metros cúbicos diários fornecidos basicamente ao parque industrial da região metropolitana de Belo Horizonte e a 70 postos de gasolina instalados perto do gasoduto, a Gasmig tem contrato para fornecimento de mais 1 milhão de metros cúbicos diários a uma usina termoelétrica em Juiz de Fora, de propriedade da Cia Cataguases-Leopoldina e outros 500 mil metros cúbicos diários à termoelétrica de lbirité, na região metropolitana e de propriedade compartilhada pela Petrobrás e a Fiat ao Brasil.
Embora contratado e pago, o gás ofertado às termoelétricas nem sempre é consumido, pois o funcionamento daquelas usinas somente é autorizado pela governo federal quando não disponibilidade nas usinas hidrelétricas ou alguma subestação passa por reformas. Segundo o gerente de novos negócios da Gasmig, a empresa está examinando a possibilidade de se criar um mercados secundário de gás, para atender, a preços mais baixos, a empresas interessadas no consumo eventual do combustível, que ainda não tem como ser armazenado em larga escala. Essa possibilidade foi recebida com satisfação entre os presentes no seminário, sobretudo os profissionais do setor de energia de empresas de ferro-gusa, cal e cimento, que vislumbraram a possibilidade de substituir, em qualquer tempo, o carvão pelo gás.
O gerente da Gasmig informou a este jornal que a companhia assinou contrato com duas empresas e se encontra em negociação com outras onze para o transporte de gás natural comprimido em caminhões especiais para atendimento a indústrias e postos de gasolina situados em locais distantes dos gasodutos. Com isso, ele acredita que poderá ser ampliado o fornecimento e aumentar a frota de carros convertidos ao gás em Minas, atualmente de 50 mil veículos
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