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| CONTROLE FEITO POR SATÉLITES |
A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) fará uma varredura em todo Estado, até o final do ano, por meio de um sistema de satélites – capaz de identificar até a marca de um carro que está em movimento numa estrada -, para localizar onde estão e quais são as barragens de rejeitos industriais e minerais que não se cadastraram junto ao órgão. As empresas – em atividade ou não – poderão pagar multa, que varia entre R$ 3 mil a R$ 21 mil, já que não enviaram dados para a Feam durante o prazo de cadastro, que terminou em 9 de junho.
A grande preocupação do órgão que concede licenças ambientais e fiscaliza o meio ambiente em Minas é com as barragens de rejeitos abandonadas ou órfãs. São elas que representam maior risco para acidentes ecológicos em Minas Gerais já que não são monitoradas pelo dono do estabelecimento, tampouco pelo Estado ou município.
Não se sabe quantas são as abandonadas. O cadastramento da Feam foi voluntário e contabilizou apenas as empresas que estão em atividade, tendo recebido 257 novas inscrições – 177 já tinham cadastro no órgão. Ontem, durante o Seminário Nacional de Barragens de Rejeito – Segurança e Risco, promovido pelo Ietec, em Belo Horizonte, e que termina hoje, vá-rios temas correlatos foram discutidos. Para Jorge Felipe da Silva Filho, engenheiro e diretor do Consórcio Mineiro de Engenheiros Consultores, a grande questão sobre barragens esbarra na pouca conscientização de empresários sobre o assunto. “Nós temos tecnologia para construção e monitoramento das barragens de rejeito. Só que muitas vezes, um empreende-dor compra uma empresa que tem um passivo ambiental e simplesmente não sabe o que fazer com ele”, aponta.
* Jornal Estado de Minas – Sexta-feira – 4 de julho de 2003
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