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Brasil cai em ranking mundial de TI
O Brasil caiu do 39º para o 46º lugar em Tecnologia da Informação nesta edição do relatório feito anualmente pelo World Economic Forum. Até 2002 o país tinha a liderança na América Latina, mas em 2003 o posto foi assumido pelo Chile, que este ano ficou na 35ª posição. Desde então, o Brasil mantém a segunda posição, à frente do México (60ª) e da Argentina (76ª).
A maioria dos países da América Latina está perdendo terreno na corrida para transformar as TICs - Tecnologias de Informação e Comunicações em ferramentas de crescimento e de melhoria de competitividade, diz o estudo. À exceção do Chile, em toda a região, incluindo o Brasil, se percebe a presença de ambientes regulatórios fracos para o desenvolvimento do setor de TIC, além de sistemas administrativos e burocráticos pesados, baixa priorização do desenvolvimento do segmento junto aos governos, baixa penetração da internet e um êxodo de pessoas qualificadas.
"Existe um grande risco da América Latina ficar pra trás à medida que governos e comunidades de negócios de outras nações do mundo formam parcerias para utilizar o potencial da TIC para fomentar o processo de desenvolvimento. Já existe uma notável diferença na infraestutura de redes dos países da região em comparação com a Europa Oriental e Central, isso sem contar o disparate com Cingapura, Taiwan, Coréia e Malásia.
A menos que as lideranças políticas da América Latina desenvolvam alguma iniciativa regional para incentivar o TIC, fornecendo fortes incentivos para a comunidade empresarial, estratégia que foi utilizada nas Europa Oriental e Central na ultima década, devemos ver outros mercados emergentes passar a América Latina para trás. Essa tendência pode causar sérios danos econômicos na região", acredita um dos editores do relatório, Augusto Lopez-Claros, diretor do Programa de Competitividade Global do World Economic Forum.
No levantamento, Cingapura aparece em primeiro lugar em várias categorias (e no próprio 1º lugar geral do ranking, pela primeira vez), como qualidade da educação em matemática e ciências, custos de telefonia e de internet acessíveis e a prioridade da TIC nos planos do governo. Já os Estados Unidos caíram para a 5ª colocação após três anos consecutivos em primeiro lugar; a queda se dá principalmente pela melhoria de seus concorrente.
No entanto, o país mantêm a liderança global no sub-índice de preparação empresarial e em outras categorias, como qualidade de instituições de pesquisa científica e escolas de administração de empresas, a oferta de oportunidades de treinamento da força de trabalho, e a existência de um mercado de capital de risco para investimentos altamente desenvolvidos, o que incentiva a inovação.
Esta é a quarta edição anual do Relatório Global de Tecnologia da Informação, que teve como tema "A Eficiência num Mundo Cada Vez Mais Conectado". Publicado pela Palgrave MacMillan, o relatório pode ser pedido no endereço www.palgrave.com/worldeconomicforum/.
Gazeta Mercantil
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